“Me desculpe por todas as mensagens que te mando todos os dias e você não se dá nem ao menos o trabalho de lê-las. É que preciso dizer pra você o quanto te amo, mesmo que você já saiba disso. Você podia fazer o mesmo de vez em quando, não? Na verdade você faz, mas faz isso de forma tão confusa que já não sei o que você sente por mim. Pede pra falar comigo, fica de rodeios e quando chegamos ao ápice da conversa, você contorna e me deixa na expectativa. Que diabos você pensa que está fazendo? Sei que você está confuso, eu também estou, mas nem por isso deixo de expor todo meu apreço por ti. Você realmente gosta de mim ou você diz isso até encontrar uma forma de dizer que está apaixonado por outro alguém e me deixar chorando feito uma criança que não pode brincar em certo brinquedo no parque de diversões? Sabia que teu silêncio me mata? Teu silêncio me sufoca, assim como o ciúme exagerado que você sente por mim. Mas admito que gostava. Talvez essa fosse a única demonstração de sentimentos que partia de você. Por favor, diz alguma coisa, mas que isso seja rápido. Não sou de desistir da maioria das coisas, mas to começando a desistir de você. Porque não vale à pena correr atrás do incerto. Não vale à pena correr e correr e se rastejar e por fim morrer na praia. Já fui até metade do caminho por você, e não posso caminhar até a outra metade. Nosso destino está em suas mãos. Vai seguir em frente ou vai deixar com que a maré destrua o que construímos?”